Turismo

ABRUNHEIRA
 
• Igreja Matriz de Abrunheira / Igreja de Nossa Senhora da Graça 
Situa-se junto da estrada na saída da Abrunheira para o vizinho lugar de Souselas.
 
Templo de arquitectura moderna, inspirada no da igreja de São José em Coimbra. A fachada principal está virada para o poente e para o Oceano Atlântico, donde se pode desfrutar da magnífica panorâmica em seu redor.
 
No interior, destaque para as esculturas seiscentistas de Na. Senhora da Graça e de São João Baptista, provenientes da capela de São João da Abrunheira, demolida no início do século XX.
A imagem de Na. Senhora da Graça, benzida a 20 de Junho de 1887 pelo padre António Augusto Fernandes, e depois de reconstruída (escultor José Ferreira Thedim), encontra-se no altar-mor.
 
• Igreja Matriz de Reveles / Igreja de Nossa Senhora do Ó
Avista-se dos campos do Mondego e do alto mar.
 
É costume antigo os marinheiros de Buarcos aquando da actividade piscatória no mar alto orientarem-se pela brancura e altivez da igreja de Reveles e daí as promessas e pagamento após o regresso a terra.
 
A paróquia foi uma vigararia do Bispado, termo de Montemor e pertence à diocese de Coimbra no arcebispo de Alfarelos - Soure.
 
É obra antiquíssima, reedificada em 1638, incendiada em 1865 e restaurada em 1871 num momento em que foi pedido ao Seminário de Coimbra um altar livre.
 
• Capela de Santo António
Situa-se na Rua de S. António em Abrunheira.
 
• Capela particular do Solar de Ornelas e Vasconcelos. 
No interior, o retábulo é de estilo barroco de talha dourada. Em conjunto com o solar, encontra-se em vias de classificação.
 
• Capela de São João
Situa-se na localidade de Abrunheira, na actualidade encontra-se destruída.
 
Em 20 de Maio de 1887, depois de obras de reedificação, foi requerido auto de licença para "benzer" e festejar o Santo Padroeiro, a licença foi concedida ao vigário de Reveles, António Augusto Fernandes, em 27 de maio de 1887.
 
Com a ampliação da Praça esta capela foi demolida e nela foram enterradas "gente" de Abrunheira.
 
• Capela de Nossa Senhora da Saúde
Situa-se na localidade de Reveles
 
Templo muito antigo, consta que foi a primitiva matriz da antiga freguesia de Reveles. Capela de romaria, composta por: corpo, capela-mor, alpendre frontal e lateral apoiado em colunas dóricas. Depois do século XVIII era local de enterramentos, o primeiro registo foi em 18 de Novembro de 1780 em nome de Catarina Marques, viúva de José Pedrosa de Reveles.
 
A imagem é esculturada em pedra e não posterior ao século XVI. Em séculos idos, uma mercê régia concedeu-lhe por cinco anos, uma feira franca de três dias, que principiava a 26 de Julho e se realizava por ocasião da Festa, feira que, por nova concessão se tornou perpéptua. Chegou a ser, uma das mais importantes da grande área da alfândega da Figueira da Foz, onde havia no século XVIII quatro feiras somente.
 
• Capela de Nossa Senhora do Rosário
Localiza-se na povoação de Presalves.
 
No ano de 1721 integrou na paróquia de Verride. Em 6 de Setembro de 1672 começou um ciclo de enterramentos com o de João Lopes de Presalves. Na actualidade está destruída.
 
• Capela de São José e Santa Joana
Encontra-se localizada, na aldeia de Presalves.
 
Esta capela remonta ao século XIII, no interior exibe altar em talha dourada. Fazia parte integrante de um convento, hoje é património da Quinta do Outeiro. Ainda continuam a realizar-se cerimónias religiosas.
 
• Capela das "Alminhas", dedicada a Na. Senhora de Fátima.
Situa-se no lugar de Vale Grande.
 
• Cruzeiro de Abrunheira.
 
• Cruzeiro de Reveles.
 
• Fonte Daqui;
 
• Fonte do Vale;
 
• Fonte de Presalves.
 
• Solar de Ornelas / Nápoles
Solar de arquitectura residencial barroca edificado no século XVII, com planta rectangular de dois andares, com capela particular dedicada a Santo António, anexada. O brasão de armas situa-se na fachada principal encimando o portal. Situa-se na Rua de Santo António.
 
Considerado pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Municipal, a sua classificação encontra-se em fase processual em sede municipal na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.
 
• Solar dos Viscondes da Ponte da Barca
  
VERRIDE
  
• Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
Templo edificado no século XVI/XVII, de arquitectura religiosa, maneirista, barroca. O interior é composto por nave, capela-mor com altar em talha dourada, três capelas laterais, uma de Nossa Senhora dos Remédios, outra das Almas e a capela do Santíssimo, destaque para a parte central do retábulo desta capela, cuja obra é da célebre Escola de João de Ruão (do ano 1543).
 
 Em 1611 foi reformada a mando dos cónegos regrantes de Santa Cruz. Foi sofrendo ao longo dos séculos várias reformas.
 
• Capela de São Sebastião
 
• Capela de Santo António do Cardal
 
• Convento de Almiara / Mosteiro de Verride
Edificado na segunda metade do século XVI, de arquitectura religiosa, renascentista, neoclássica.
 
A quinta pertenceu à prioresa do mosteiro de Santana até 1285, sendo vendida ao prior-mor de Santa Cruz, ao qual pertenceu até 1572, para veraneio dos frades Crúzios. A estes frades é atribuída a introdução na região de Montemor-o-Velho, da tradição do cultivo do arroz. O convento sofreu profundas reformas na época pombalina. Localiza-se junto à linha de caminho de ferro Coimbra - Figueira da Foz, em Verride. Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por Despacho de 23 de Março de 2000, incluindo ZEP.
 
• Casa Grande - De arquitectura residencial, novecentista. Este solar é um edifício de 3 andares. No distrito, é o único palacete habitável. Localiza-se na Rua da Igreja, em Verride.
 
• Casas Altas - Construção do século XVI, de arquitectura renascentista. No século XX, teve diversas remodelações. Situa-se no Lugar de Ereira, Verride. Encontra-se em vias de classificação.
 
• Quinta do Cardal
 
• Quinta da Cruz
 
• Quinta das Pretas
 
• Quinta de Almiara
 
• Termas do Bulho / Termas do Brulho / Termas do Brolho / Termas do Barulho.
 
As suas águas minero - medicinais, eram excelentes para tratamento dos rins, estômago, reumatismo e doenças de pele. Foram reconstruídas em 1865.
 
Na actualidade encontram-se abandonadas, por a população preferir a praia e também por falta de equipamento e conforto.
 
VILA NOVA DA BARCA
 
• Igreja Matriz
 
• Capela de Santa Ana, na Caixeira
Conserva um escudo com as armas dos Duques de Aveiro)
 
• Cruzeiro quinhentista, também na Caixeira. No Marujal,
 
• Capela de Nossa Senhora da Graça
Conserva na coluna do arco cruzeiro a data de 1540. 
 

PADROEIROS
Abrunheira - Nossa Senhora da Graça de Abrunheira
Reveles - Nossa Senhora do Ó de Reveles
Verride - Nossa Senhora da Conceição de Verride
Vila Nova da Barca - Nossa Senhora da Conceição de Vila Nova da Barca

FESTAS RELIGIOSAS
• Abrunheira - Festa em Honra de Nossa Senhora da Graça (3º Fim de semana de Agosto)
• Caixeira - Festa em Honra de Santa Ana (2º Fim de Semana de Julho)
• Reveles - Festa em Honra Nossa Senhora da Saúde (1º Fim de Semana de Agosto)
• Reveles - Festa em Honra Nossa Senhora do Ó ( 2º Fim de Semana de Setembro)
• Verride - Festa em Honra São Sebastião ( 3º Fim de semana de Janeiro)
• Verride - Festa em Honra Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro)
• Vila Nova da Barca - Festa em Honra Nossa Senhora da Rosa (3º Fim de Semana de Maio)

FEIRAS
No Bairro da Enchida, em Verride, realizava-se aos domingos, de quinze em quinze dias, uma feira de cereais, criada em 1899.

GASTRONOMIA
São iguarias da região, Sarrabulho e Papas Laberças. Desde o início da colonização da Região do Baixo Mondego, numa zona eminentemente agrícola e de fácil pastoreio, o povo autóctone aproveitava integralmente o porco que abatia para sua alimentação, tal como acontecia com todos os produtos hortofrutícolas. Os abates constituíam típicos rituais comunitários, sendo habituais as participações de diversas famílias nas festas da matança, próximo do mês de Dezembro.

A proximidade do rio Mondego e do mar foi um facto preponderante para a livre e diversificada cozinha local, em termos de consumo de peixe. Nesta área, a sardinha constituía prato obrigatório e frequente em casa de todas as classes sociais. 

VINHOS DA REGIÃO
Desde o início da Nacionalidade, por manifesta influência dos frades de Santa Cruz de Coimbra (crúzios) que as matas densas que cobriam a Região foram dando lugar ao plantio cuidado das vinhas.

Na Idade Média, o vinho era um dos produtos agrícolas mais valorizado e procurado, sendo mesmo utilizado como moeda de troca pelos produtores. No último quartel do século XX, o tradicional cultivo da vinha, praticamente desapareceu com a transferência das populações do sector primário para os sectores secundário e terciário.

Hoje, o vinho continua a fazer-se, embora em quantidade reduzida e praticamente só para consumo próprio. São néctares da Região, os Vinhos maduros e produtos destilados derivados do vinho, como aguardente e jeropiga.

DOCES REGIONAIS
Fazem parte da confeitaria da região, Papas  de moado, Papas de Farinha de milho com Açúcar e Arroz Doce sem ovos.

Estes doces baseiam-se em hábitos primitivos peninsulares, em que a base de alimentação seria a carne, por um lado, e na influência do cultivo do arroz, desde a Idade média, nos Campos de Verride e Alrniara, por outro. Estes doces típicos convencionam-se da seguinte maneira. Papas de Doado:

Aberto o porco e extraídas as vísceras, é a cavidade lavada com água. O líquido que resulta dessa lavagem, urna mistura de água, sangue e gordura é recolhido num recipiente.

Depois de emulsionado com farinha de trigo, misturam-se passas de uva, nozes e pinhões.

De seguida, vai ao lume, mexendo-se Bern. Após a cozedura do preparado, este apresenta um especto consistente de cor castanha. Polvilha-se com pó de canela em desenhos a gosto, devendo ser servido bastante frio. Papas de Farinha de Milho com Açúcar Trata-se de urna papa normal feita de farinha, água e açúcar Arroz Doce sem Ovos: mistura-se arroz, água, leite, casca de limão e açúcar, quando pronto polvilha-se com pó de canela a gosto. Trata-se de um doce consistente mas cremoso cortado à faca e por vezes consumido em cima do pão.

ARTESANATO
Para não esquecer a manufatura do passado, a Freguesia possui ainda magníficos jazigos de pedra, dos quais sobressaem admiráveis cantarias trabalhadas por algumas dezenas de artistas canteiros que, no calcário, vincam e imprimem a tradição profissional já muito antiga. Estes trabalhos, bastante apreciados, são ainda exportados para concelhos limítrofes e outras regiões beirãs.

Verride foi ainda terra de calafates. Destes sabe-se que trabalham em estaleiros improvisados, nos areais, onde constróern as tradicionais barcas serranas Estas barcas medem cerca de quinze a vinte e cinco metros, com um fundo chato e uma capacidade que não excede as cinco toneladas.

A frente eleva-se numa curva pouco acentuada, dois palmos acima da ré, onde gira, mais ou manos ao nível da proa, a transversal do leme.

Até à construção da ponte velha (1915-16), a travessia do rio era feita através de barcos, bateiras e barcaças que se deslocavam com a ajuda de varas, existindo um barqueiro fixo para o serviço. Este era escolhido de entre a população em praça pública, sendo contemplado aquele que trabalhasse por menos dinheiro.

Os senhores António Gaspar e Manuel Jorge eram alguns dos barqueiros de então.